Erros comuns no design de embalagens farmacêuticas
Embora a indústria farmacêutica opere sob regulamentação rigorosa, erros de embalagem ainda acontecem — e podem custar tempo, dinheiro e credibilidade às empresas.
Entender os erros mais comuns ajuda os fabricantes a projetar embalagens que não sejam apenas compatíveis, mas também confiáveis por pacientes e reguladores.
Abaixo estão algumas das armadilhas de design mais frequentes e como evitá-las.
1. Usar materiais errados
Escolher materiais inadequados é um dos maiores riscos no design de embalagens.
O uso de plásticos ou películas que reagem com o produto pode levar à contaminação química ou migração de umidade, reduzindo a vida útil e comprometendo a segurança.
Exemplos de escolhas ruins:
- Plásticos sem barreira usados para comprimidos higroscópicos
- Adesivos ou tintas reativas em contato com o medicamento
- Selos de folha fina que rasgam muito facilmente
Melhor prática:
Sempre teste os materiais de acordo com as normas de Boas Práticas de Fabricação (BPF) e ISO 15378 para garantir compatibilidade, estabilidade e durabilidade.
2. Ignorar recursos visíveis de segurança
Muitas marcas criam embalagens bonitas, mas esquecem que a segurança deve ser imediatamente visível. Se um consumidor não consegue dizer claramente se uma embalagem foi aberta, o sistema inviolável falhou.
Problemas típicos:
- Faixas retráteis fracas que podem ser removidas intactas
- Selos de indução escondidos sob tampas profundas
- Não há rótulo “Não use se o lacre estiver violado”
Melhor prática:
Crie embalagens de modo que a violação deixe evidências óbvias, mesmo à distância. Combine vários indicadores visíveis, como quebras de papel alumínio, faixas rasgadas ou adesivos que mudam de cor para maior segurança.
3. Regulamentos mal-entendidos
Alguns fabricantes presumem que os padrões de embalagem são os mesmos em todo o mundo, mas não são. A FDA, a EMA e a OMS têm requisitos distintos para sistemas invioláveis e resistentes a crianças.
Mal-entendidos comuns:
- Tratar fechos resistentes a crianças como invioláveis (eles atendem a propósitos diferentes)
- Ignorar as regras de serialização e rastreabilidade na UE
- Não incluir a rotulagem de segurança necessária
Melhor prática:
Estude regulamentações regionais como FDA 21 CFR 211.132 e a Diretiva da UE 2011/62/UE. Se você estiver exportando globalmente, adote um sistema de embalagem que atenda ou exceda os padrões mais rigorosos entre seus mercados-alvo.
4. Complicar demais a experiência do usuário
Uma embalagem muito dura para abrir pode frustrar os pacientes e levar ao uso indevido. Tampas ou lacres de segurança para crianças que exigem força excessiva podem fazer com que usuários idosos derramem ou danifiquem o medicamento.
Falhas típicas de projeto:
- Tampas de travamento extremamente apertadas
- Mecanismos de abertura multietapas
- Tiras de rasgo mal colocadas em embalagens de filme
Melhor prática:
Equilibre segurança e usabilidade. Realize testes de usabilidade no mundo real com seu público-alvo — especialmente idosos ou pacientes com destreza limitada — antes da produção em massa.
5. Ignorar os requisitos de sustentabilidade e reciclagem
A sustentabilidade agora faz parte da conformidade. Alguns países, especialmente na UE, têm regulamentações que incentivam embalagens recicláveis ou monomateriais. Ignorar essas informações pode levar a penalidades ou perda da reputação da marca.
Exemplos:
- Bolhas de materiais mistos difíceis de reciclar
- Faixas retráteis de PVC em vez de PETG ou alternativas compostáveis
Melhor prática:
Escolha materiais ecológicos como PP, PETG ou alumínio que mantêm a segurança e reduzem o desperdício. Destaque sua conformidade sustentável na rotulagem do produto — isso reforça tanto a responsabilidade quanto a inovação.